{"id":1229,"date":"2018-09-18T13:41:28","date_gmt":"2018-09-18T16:41:28","guid":{"rendered":"https:\/\/rlcont.com.br\/?p=1229"},"modified":"2018-09-18T13:41:28","modified_gmt":"2018-09-18T16:41:28","slug":"trf4-uniao-e-condenada-a-indenizar-auxiliar-de-servicos-gerais-que-teve-empresa-aberta-fraudulentamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rlcont.com.br\/index.php\/2018\/09\/18\/trf4-uniao-e-condenada-a-indenizar-auxiliar-de-servicos-gerais-que-teve-empresa-aberta-fraudulentamente\/","title":{"rendered":"TRF4 &#8211; Uni\u00e3o \u00e9 condenada a indenizar auxiliar de servi\u00e7os gerais que teve empresa aberta fraudulentamente"},"content":{"rendered":"<p>A Uni\u00e3o ter\u00e1 que indenizar uma auxiliar de servi\u00e7os gerais que teve seu CPF usado para a abertura fraudulenta de uma microempresa, passando a constar como propriet\u00e1ria. Al\u00e9m de a fraude ter colocado d\u00e9bitos em nome da v\u00edtima, ela ainda perdeu benef\u00edcios do governo federal como bolsa-fam\u00edlia, cursos profissionalizantes, tarifa social de \u00e1gua e luz e isen\u00e7\u00e3o do IPTU. A decis\u00e3o da 3\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4), proferida dia 4 de setembro, negou recurso da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>A mulher, de 41 anos, \u00e9 moradora de Joinville (SC). Ela precisou recorrer \u00e0 Justi\u00e7a ap\u00f3s ter feito diversos pedidos administrativos para o cancelamento da empresa sem sucesso. O cadastro em seu nome trazia um RG e um endere\u00e7o inexistentes e mesmo assim foi validado. A senten\u00e7a foi procedente e a Uni\u00e3o apelou ao tribunal.<\/p>\n<p>Conforme a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), o portal do Microempreendedor \u00e9 alimentado exclusivamente pelo pr\u00f3prio interessado, que ali efetua o cadastramento e, ao final, obt\u00e9m o n\u00famero de inscri\u00e7\u00e3o correspondente, n\u00e3o havendo qualquer conduta negligente por parte da Uni\u00e3o que possa acarretar na responsabilidade pela fraude alegada pela autora.<\/p>\n<p>Segundo a relatora, desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler, al\u00e9m de a Uni\u00e3o n\u00e3o negar a ocorr\u00eancia da fraude, as raz\u00f5es apresentadas \u201cs\u00e3o quase uma confiss\u00e3o da fragilidade do sistema utilizado fraudulentamente contra a autora, que apresenta claras vulnerabilidades no que tange \u00e0 seguran\u00e7a, dando ensejo \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais\u201d.<\/p>\n<p>A autora dever\u00e1 receber R$ 5 mil a t\u00edtulo de danos morais com juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria a contar da data da sente<\/p>\n   ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Uni\u00e3o ter\u00e1 que indenizar uma auxiliar de servi\u00e7os gerais que teve seu CPF usado para a abertura fraudulenta de uma microempresa, passando a constar como propriet\u00e1ria. 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